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Quando os linfonodos falam: o que esses pequenos gânglios podem revelar sobre a sua saúde

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  • 19 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura
Quando os linfonodos falam

Um guia para reconhecer alterações e cuidar desses mensageiros com mais segurança

Os linfonodos, também conhecidos como “ínguas” ou “carocinhos no pescoço”, fazem parte do sistema linfático e, embora pequenos, exercem um papel essencial na defesa do organismo, atuando como filtros que combatem vírus, bactérias e células anormais.

Normalmente discretos, eles só chamam atenção quando aumentam de tamanho e é justamente nesse momento que começam as dúvidas: é grave? É preciso se preocupar? É câncer?

A boa notícia é que, na maioria das vezes, o aumento dos linfonodos está relacionado a infecções comuns e passageiras. No entanto, nem todo aumento é inocente e entender essa diferença é fundamental para cuidar da saúde de forma preventiva e responsável.

O que são os linfonodos?

Os linfonodos são estruturas distribuídas ao longo do corpo, especialmente na região do pescoço, axilas, virilha e ao longo do tórax. Cada um deles funciona como um “posto de vigilância” que monitora e filtra impurezas do sistema linfático, formando uma rede de vasos que ajuda a manter o equilíbrio e a imunidade.

Eles podem aumentar de tamanho por três motivos principais:

1. Infecções, a causa mais comum

Resfriados, gripes, amigdalites, sinusites e outras infecções do trato respiratório superior ativam a resposta imunológica, levando ao aumento dos linfonodos. Nesses casos, são doloridos, móveis e melhoram em algumas semanas.

2. Processos inflamatórios

Reações alérgicas, doenças autoimunes ou irritações locais também podem causar aumento, algumas vezes de forma persistente.

3. Doenças mais sérias, incluindo câncer

Alguns tipos de câncer podem se manifestar inicialmente com o aumento dos linfonodos, especialmente na região da cabeça e pescoço. Nesses casos, o crescimento tende a ser indolor, mais firme, irregular e persistente.

É por isso que a avaliação do especialista é tão importante. Não é possível diferenciar com precisão apenas “no olho” e exames clínicos, endoscopia e, se necessário, exames de imagem e biópsia são essenciais para um diagnóstico correto.

Quando acender o sinal de alerta?

Embora nem todo linfonodo aumentado seja motivo de preocupação, alguns sinais merecem atenção:

  • Crescimento rápido ou persistente por mais de 3-4 semanas

  • Endurecimento ou textura irregular

  • Linfonodo fixo à pele ou a estruturas profundas

  • Febre prolongada

  • Suor noturno

  • Perda de peso não explicada

  • Rouquidão, dificuldade para engolir ou dor que não melhora

  • Lesões na boca que não cicatrizam

  • Nódulo no pescoço que aparece sem infecção ou inflamação aparente

Na região da cabeça e pescoço, esses sinais são ainda mais relevantes, pois muitos tumores dessa área se manifestam dessa forma em seu estágio inicial. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são os desfechos clínicos e oncológicos.

O papel do cirurgião de cabeça e pescoço

Embora muitos associem o especialista apenas às cirurgias, o cirurgião de cabeça e pescoço é o médico treinado justamente para avaliar, investigar e tratar alterações nos linfonodos da região cervical.

A consulta geralmente inclui:

  • Exame físico detalhado com a palpação do pescoço e estruturas próximas

  • Nasofibrolaringoscopia, uma endoscopia feita pelo nariz para examinar garganta, laringe e boca (que pode ser realizada aqui, no Instituto Essenziale)

  • Ultrassonografia, tomografia ou outros exames de imagem, como a ressonância nuclear magnética e PET scan (PET-CT), quando indicado

  • Punção aspirativa com agulha fina (PAAF) para avaliação celular dos linfonodos

  • Seguimento clínico ou indicação de tratamento conforme o caso

Essa abordagem permite diferenciar o que é benigno, o que é reativo e o que realmente precisa de intervenção, garantindo segurança e tranquilidade ao paciente.

E se for necessário operar?

Quando um linfonodo causa sintomas importantes, não reduz de tamanho ou tem características suspeitas, o especialista pode indicar uma biópsia ou cirurgia. Hoje, essas intervenções são feitas com técnicas cada vez mais seguras, preservando nervos e estruturas essenciais, o que reduz complicações e acelera a recuperação.

Por fim, os linfonodos são mensageiros do corpo, avisando quando algo não está bem. Ignorar esses recados pode atrasar diagnósticos importantes, inclusive de doenças tratáveis e curáveis quando descobertas a tempo.

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